15/07/2017

O Desconforto Constante

Os dias continuam com sua chuva que não para, o frio que assombram as noites continuam os mesmos. É uma falta de coragem, é uma ansiedade pelos dias de sol, pelos dias melhores. É tão cansativo, é tão desgastante que só me resta olhar no espelho e esperar o 'milagre' chegar.
As vezes, mas só as vezes, ele aparece nas manhãs seguintes junto com o vento lento e o café forte. 
E eu espero, espero ansiosa, aliás, ansiedade é o que me compõe, e assim sigo esperando os dias de paz, com amor e tranquilidade de um suco de laranja!



12/07/2017

Ser...

Bonito mesmo é ser feliz, bonito mesmo é apanhar flores e espalhar amor. Bonito é quando nos olhamos nos espelho e soltamos um leve e sincero sorriso.
O lance de que felicidade é questão de ser estar completamente certo. É que ser bonito é ser feliz, mesmo com pouco ou quase nada, mesmo quando o mundo desaba e você consegue aguentar a segurar a barra que sempre é pesada.
O conceito de felicidade é estado, sensação, e isso ocorre por tantos e tantos motivos. Então pegue o menor que seja e faça ser o grande e real.

08/07/2017

Não, eu não sumi!

Mesmo querendo e fazendo coisas que remetessem a isso, eu não sumi. Apenas passei por uma fase não tão boa, que fez com que eu me tornasse mais madura, mais forte e mais sensata.
Parece mesmo que renasci em tão poucos meses. Eu me redescobri e me redefini.
Pude analisar meus últimos erros, pude me parabenizar pelos acertos e minha vida ganhou um novo rumo. Tanto profissional como pessoal.
Sabe aquele clichê de que é no momento da dor que você percebe quem está do seu lado e quem não? Pois bem, foi nessa hora que vi os verdadeiros amigos, e sou grata a cada um. 2017 Não tem sido um ano fácil, a cada dia uma nova descoberta, mas só no início da segunda quinzena de maio que as coisas começaram a fluir, e estou sendo grata a cada nova manhã com cada pessoa especial ao meu lado.
Vou tentar voltar a escrever, vou tentar voltar a render com o blog e voltar aos pouquinhos a minha origem, e a cada um que se importou e perguntou quando eu voltaria, eu agradeço e digo: ESTOU AQUI!

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06/05/2017

Os bilhetes que deixo no trem

Caro fiel leitor de meus bilhetes deixados nesse banco, nesta estação de trem... Eu sei que você me ler todos os dias. E quero dizer que te conheço. O meu trem sai segundos após você chegar, sim, meu caminho é o oposto do seu e eu sempre te vejo correr pra o local onde eu deixo meus bilhetes, e queria te agradecer por ler, e não vai dar certo você tentar deixar algum bilhete pra mim, eu só retorno a estação no outro dia e a limpeza já tem sido feita e nada que me deixe eu poderei encontrar na manhã seguinte.
Bom, como te disse no meu bilhete anterior, está tudo tão confuso, tão complicado. Eu ainda vou todos os dias fazer aquele trabalho tosco e que não me causa prazer algum, mas é o que eu tenho. E olha, sabe as moças do café? Elas continuam a me olhar torto, e eu continua a ignorar. Virou automático já, meu caro. Chegar, ligar meu computador, pegar o café e voltar a rotina, a rotina de olhar fixamente cada letra, cada detalhe até o horário de ir pra casa. E então chego depois de uma carona, tomo banho, como e desabo na cama em meio as séries ou aos livros, mas eu ando achando meus livros mais solitários que nunca. Sai há duas semanas, comprei um cardigan preto, achei que ele combinaria com meu coque alto já que só posso usar assim desde que ferrei meus cabelos jogando tinta azul sereia, não é que não é legal, é que eu não soube fazer mesmo. 
Estou te escrevendo aqui e por hoje chega, amanhã, se der, te deixo mais um bilhete. As vezes você chega antes de meu trem chegar e sei que você me procuraria, e me convenço que é melhor só ver seu sorriso ao achar meu bilhete... Até amanhã ou até o dia que você chegue só depois que meu trem tenha saído.






05/05/2017

Livros que combinam com inverno

Olá pessoal.

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Hoje arrumando a estante com barulhinho de chuva estava pensando em livros que se passam no inverno, e resolvi compartilhar com vocês alguns deles. E vamos combinar, o inverno está chegando, aquela época que pra mim é a mais linda e mais perfeita, e não existe coisa mais gostosa que começar uma leitura que combine, não é mesmo? Eu mesma tenho essa mania de combinar livro com música e estação do ano haha

Então pega a caneca de café ou de chocolate quente e vem comigo.

Espero que gostem, um beijo e até...





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A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS tem como narradora Morte, cuja função é recolher a alma de todos aqueles que morrem. Durante a sua passagem pela Alemanha, na Segunda Guerra Mundial, ela encontra a protagonista, Liesel Meminger, numa estação de comboio enquanto o seu irmão maisnovo é enterrado próximo ao local. A menina, ao perceber que o coveiro deixou um livro, O manual do coveiro, cair na neve, rouba-o e é levada, então, até a cidade fictícia de Molching, onde a sua mãe pretende entregá-la a uma família para que a adotem. Na Rua Himmel, reside o casal de classe trabalhadora formado por Hans e Rosa Hubermann.


Alasca, 1920: Um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando um do outro cada vez mais ele, no duro trabalho da fazenda, ela, se perdendo na solidão e no desespero. Em um dos raros momentos juntos durante a primeira nevasca da temporada, eles fazem uma criança de neve. Na manhã seguinte, ela simplesmente desaparece.
Jack e Mabel avistam uma menina loira correndo por entre as árvores, mas a criança não é comum. Ela caça com uma raposa-vermelha ao lado e, de alguma forma, consegue sobreviver sozinha no rigoroso inverno do Alasca.
Enquanto o casal se esforça para entendê-la uma criança que poderia ter saído das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se ela fosse filha deles. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam ser, e o que aprendem sobre essa misteriosa menina vai transformar a vida de todos eles.


Uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte uma extraordinária história. 
Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família... E mudará tudo o que elas pensam que são.


 
Tessa Russo está comemorando seu aniversário de casamento, com seu belo marido, Nick, um cirurgião plástico pediátrico, quando seu pager toca. No hospital, ele conhece seu novo paciente, Charlie de 6 anos, que foi gravemente queimado enquanto brincava na casa do amigo. A mãe de Charlie, Valerie, uma advogada bem-sucedida, que criou Charlie sozinha, se sente culpada. Como Charlie passa por diversos enxertos e cirurgias para reparar os danos causados em seu rosto e mãos, Nick se aproxima de Valerie. Tessa, uma dona de casa que tem dúvidas sobre deixar sua profissão, reconhece o crescente distanciamento entre ela e Nick, mas não está certo sobre a quem atribuí-lo ou o que fazer sobre isso.



Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em “Deixe a Neve Cair”, bem sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.




26/04/2017

O dia que esqueci quem era

Eu acordei como sempre, com o despertador tocando. Ele tá marcado pra tocar as seis e cinquenta há pelo menos cinco meses, e há mais de cinco meses que eu não tenho necessidade de acordar esse horário.  Levantei, me olhei no espelho e me vi estranha, com cabelo desgrenhado, a tinta que deveria ser azul estava verde, meu rosto tinha sumido mais da metade das manchinhas do melasmo, o rosto estava magro, quando terminei o banho que me sequei assustei ao ver os ossos do quadril, eu não via tinha muito tempo.
Foi então que notei que o ácido do rosto está fazendo efeito, notei que a tinta do cabelo desbotou, notei que perdi mais de quatro quilos e que nenhuma roupa mais servia direito. Notei que não me cuidava há dias, só estava no automático, e isso me assustou.
Desde o natal que eu não me arrumava, que eu não tinha mais vontade de nada. E cá pra nós, não era isso e nem é, o que eu quero. Estou tentando me achar, tentando saber se ainda sou quem eu sempre achei que era, mas bola pra frente e ver onde a vida vai me levar.

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25/04/2017

Perda Gestacional - É real, é sentida.

Quem acompanha o blog há um tempo lembra que uma vez perdida eu fazia uma postagem intitulada de 'ForaDoComum' e nela eu falava coisas que aconteciam fora do meus textos e dos livros. Já falei do meu casamento, do aniversário do meu melhor amigo, da minha visita ao ICIA... enfim, já falei de algumas coisas bem bacana. Mas o que eu trago hoje é um fora do comum bem incomum. Em vários posts do blog eu escrevo para o meus filhos, um em especial. Mas eu nunca contei o que realmente aconteceu em nenhuma das gestações, e muitas pessoas só souberam da minha gravidez através do blog, inclusive pessoas próximas. Vou tentar resumir pois se começar escrever eu surto e desisto. Minha primeira gestação foi em agosto de 2015 e durou até outubro. Eu estava tratando um derrame que tive por causa do lúpus, o qual sou portadora há 12 anos, e com o excesso de remédios o feto não resistiu e acabei perdendo meu primeiro anjinho dia 15 de outubro de 2015. Minha segunda gestação foi interrompida no dia que eu descobri, em março de 2016. Estava suspeitando, os sintomas e os etc eram todos iguais a primeira. Descobri pela manhã mas perante tudo que tinha passado sabia que ela não ia pra frente, e na noite daquele dia aconteceu. Como desde que descobri o lúpus sabia que seria difícil uma gestação, achava que seria forte caso um dia acontecesse algo grave, mas não, nunca estive.

Mas como a segunda não teve um peso tão gritante por eu já está ciente do que ocorreria, eu não surto tanto como surto quando lembro da primeira, e é justamente dela que eu quero falar. Bom, quando perdi meu filho eu fui vítima das piores palavras, conselhos e insensibilidade que uma mãe pode ser. Ouvi pessoas falarem coisas do tipo 'ele não tinha que ser seu' 'Seja forte, logo logo terá outro' 'Foi melhor agora do que mais pra frente' - como coisa que tem hora pra se perder um filho. 'Não deu nem pra se apegar' 'Ah, mas nem o amava' 'Isso já tá virando frescura, logo engravidará de novo'
Meu filho já era amado mesmo antes de eu e meu marido pensarmos em engravidar. E acredito que seja assim com  milhares de outras mulheres que passam pela dor da perda gestacional ou neonatal. E engana-se quem pensa que a dor pior é a dor da mãe que perdeu um RN pois não é, filho é filho e o luto é real e sentido. Não subestime nenhuma mãe no seu período de luto, de dor. Se realmente quer ajudar, consolar, evite falar coisas como as que eu falei entre aspas ali em cima. Isso machuca muito, isso dói bastante.

Nesses meus momentos, um grupo chamado 'DO LUTO A LUTA' me ajudou de uma forma que eu nem sei falar, e sei que ajuda muitas outras mães. Apoio, carinho, conversa, é uma forma de mostrar que se importa e que quer ver bem aquela mãe que está de braços e ventre vazio.
Eu sempre procuro, hoje, mandar uma mensagem positiva, oferecer uma conversa, fazer qualquer coisa para uma mulher que esteja passando pelo que eu passei, pois na minha época eu não tive NINGUÉM, isso mesmo, ninguém meeeeeeeeeeeeesmo que se importasse tanto com aquele momento, não teve uma pessoinha se quer que se ofereceu pra ir ao médico comigo, que perguntou se eu tava bem, se eu queria falar sobre meu filho, e isso é uma magoazinha que me corrói até hoje, mas não devemos guardar esse sentimento, não é mesmo?


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Vou deixar uma listinha de coisas que mais me doeram ouvir. E se você é uma mãe que passou por isso, sinta-se abraçada, sinta-se confortada e saiba que lá do céu nossos anjinhos estão olhando por nós, e um dia iremos nos encontrar. Seja forte, voce é guerreira, é linda, é especial, foi escolhida pra ser mãe de um anjo. Suas lágrimas um dia vão diminuir, talvez acabar, a lembrança vai continuar e seu amor, ah eu amor, esse nunca vai morrer. 

- Ele não era pra ser seu
- Você é jovem, logo vai ter outro
- E ai, já começou a praticar outro?
- Nem deu tempo você amar
- VOCÊ TÁ SOFRENDO POR UMA COISA QUE MAL EXISTIU (esse foi o que mal doeu principalmente pela pessoa que falou)









23/04/2017

Uma carta na madrugada

E hoje me bateu uma saudade de escrever pra você, afinal, existem meses que não paro pra pensar em você. Chega a ser bem engraçado, mas antes era tão frequente e doloroso. Hoje não falo de você com a frequência que falava, não consigo nem falar direito, acho que sua lembrança caiu no esquecimento diário mas vive nas lembranças do coração.
Esses dias lembrei que em 2012 você falou sobre fazer cinco anos de nossa 'amizade' e então lembrei que esse ano faria dez anos.
E o que rolou nesses dez anos, não é mesmo? Não, eu ainda não parei de comer carne, ainda não me formei na faculdade, ainda não tenho filho, ainda não mudei pra Gramado, ainda não publiquei um livro, ainda não visitei o museu, ainda não fiz tantas coisas que eu sonhava.
Mas eu andei de avião, eu casei, eu bebi pitu, eu me arrisquei num relacionamento sem futuro, eu aprendi uma nova paixão que é criar coisas e desenhos, eu adotei vários gatos, eu me tornei professora de crianças, eu não reclamo mais de ter que ir ao médico.
Mas eu ainda não conclui o tratamento da depressão, também não me arrisquei em pensar em uma outra faculdade sem ser jornalismo.
Essa madrugada lembrei de quando você conseguia código dá Tim pra mandar SMS sem gastar os poucos créditos que tínhamos na época de adolescente, só pra saber se às 3h eu já estava dormindo ou ainda estava mexendo no meu casaco azul e chorando sem saber o que seria de mim.
Olha, eu ainda mexo no casaco e ainda choro, mas não tem mais nenhum SMS, ou como é comum hoje, uma msg via whatsapp (que você nem chegou a conhecer) pra saber se dormi, se tô com medo, se preciso falar de bolsas ou de personagens fictícios.
Quem me ver falando assim nem imagina o quanto eu odiava suas falhas, suas manias absurdas e sua constante mudança, mas nós sabíamos como minha depressão e sua bipolaridade nos afetava e nos protegia.
Um dia, meu bem, quando eu tiver uns filhinhos bochechudos, eu vou falar pra eles de você, de quanto você era insuportável e mesmo assim amável. Nunca vou te esquecer completamente e esteja você, hoje, num bom lugar e que, se possível, olhe por mim aqui em baixo.

Eu te dedico, seu intruso!



15/04/2017

Um remédio leve

Esquecer do sol que combina com o céu azul é impossível, pois nesses dias a alegria se faz presente em cada centímetro.
Não existe formula secreta que faça as coisas certas se tornarem obrigatórias em nosso mundo, mas existe a forma certa de nos obrigar a olhar no mundo o verdadeiro sentido de viver. Existem milhares de pessoas responsáveis por sorrisos, bem mais na soma total que as pessoas que provocam as lágrimas.

Perder o folego de tanto rir, esquecer que os ponteiros do relógio nos movem, riscar da agenda o nome daquela amiga que só te coloca pra baixo, desligar a tv enquanto passa um programa lixo, desligar o telefone quando estiver do lado de pessoas importantes... coisas pequenas que movem o mundo, que nos tornam melhores e mais fortes. Isso não é formula pra felicidade, mas sim um meio de tornarmos nosso coração e nossa mente mais sadios. E quanto mais seguirmos os passos para uma áurea limpa, mais leve ficamos.



13/04/2017

Seus passos

Todos os dias é sempre a mesmas palavras quando nos despedimos logo cedo, e sei que vem do fundo dos nossos corações.
Nós podemos brigar, gritar e querer atear fogo um no outro, mas um riso de canto de boca quebra o outro.
Todos os dias eu te amo um pouquinho mais, e se as vezes te jogo na cara o que você fez é pra tentar te magoar, embora saiba que é errado. Mas te forçar a sentir minha dor é um jeito de querer dividir com você não só as alegrias.
Eu amo tanto você que dói no meu peito e quando eu não mais estiver aqui quero que sorria lembrando dos meus olhos quando como cachorro quente, que lembre de como só minha unha te arranha e como eu seguro nossos gatos chamando de bebê.
Eu amo você e quero ver todos os seus passos, e mesmo que a presença física não seja mais o que você tenha de mim, saiba que você foi meu grande amor.


 
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